Ficha do Proponente

Proponente

    Karla Holanda (UFJF)

Minicurrículo

    Professora adjunto do Bacharelado em Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-graduação em Artes, Cultura e Linguagens, do Instituto de Artes e Design, da Universidade Federal de Juiz de Fora, é doutora em comunicação, pela UFF, e mestre em multimeios, pela Unicamp. É também cineasta, tendo realizado, dentre outros filmes, “Kátia” (2012).

Ficha do Trabalho

Título

    Personagem feminina no documentário brasileiro

Seminário

    Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais

Resumo

    Investigação da personagem feminina nos documentários brasileiros entre as décadas de 1960 e 1980. Se na primeira década é bastante reduzido o número de diretoras e a personagem feminina está quase ausente nos documentários, salvo raras exceções, nas décadas seguintes a presença das mulheres será bem mais marcante. Motivadas pelas agenda feminista da segunda onda, muitas cineastas vão tratar de temáticas caras ao movimento e as personagens femininas terão maior relevância – como serão abordadas?

Resumo expandido

    Esta comunicação parte de uma pesquisa em fase inicial que pretende investigar a personagem feminina nos documentários brasileiros. Nosso recorte está entre os anos 1960, quando surgem as características que vão marcar o documentário moderno brasileiro – especialmente temáticas de cunho social e estética motivada por novas tecnologias – e os anos 1980, início da redemocratização do país após duas décadas de ditadura civil/militar, passando pelos 1970, quando o feminismo no Brasil é impulsionado pelas bandeiras da chamada segunda onda que desde a década anterior, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, questionam a demarcação rígida de papeis de gênero e a sobrecarga da dupla jornada das mulheres (CAVALCANTE; HOLANDA, 2013).

    Em praticamente todos os documentários brasileiros dos anos 1960 não se veem personagens femininas relevantes, salva raríssimas exceções. Quando aparecem, geralmente ocupam condição secundária. E é a partir dos anos 1970 que as mulheres também vão dirigir mais documentários no Brasil. Para se ter uma ideia do avanço, nos anos 1960 as mulheres dirigiram (ou codirigiram) 11 documentários; na década seguinte esse número passa para 184 e para 202 na década de 1980, de acordo com o banco de dados do site Documentário Brasileiro (documentariobrasileiro.org).

    Acreditamos que em consequência da presença significativa de mulheres na direção e pela pauta feminista que chegava aos movimentos sociais, às artes em geral e às universidades, mais personagens femininas passam a ocupar espaço relevante nos documentários brasileiros a partir dos 1970. Essa tendência é mais expressiva a partir de meados dessa década. De acordo com o referido banco de dados, podemos ver que na segunda metade da década, os filmes que tratam mais diretamente de questões ligadas às mulheres e aos seus interesses aumentam. Consequentemente, aumentam as personagens mulheres que têm protagonismo nos documentários.

    Após traçar um breve painel dos filmes que discutem temáticas feministas, desde os narrativos e engajados (predominantes) aos experimentais (raros), nossa proposta é sistematizar esses contextos e verificar como as personagens femininas são abordadas em filmes de meados dos 1970 (recrudescimento dos lemas feministas) a meados dos 1980 (fim do regime militar) realizados por duas cineastas que estrearam na direção na década de 1970: Sandra Werneck e Eunice Gutman. Nessas duas décadas, a obra das duas cineastas é marcada por preocupações sociais. Werneck tratou de prostituição, infância vulnerável e prisão feminina, em filmes como Damas da noite (1979), Ritos de passagem (1979) e Pena prisão (1983). Enquanto Gutman abordou assuntos como alfabetização, aborto, maternidade e pobreza em filmes como E o mundo era muito maior que a minha casa (1976), Vida de mãe é assim mesmo? (1983), A Rocinha tem histórias (1985) e Duas vezes mulher (1985). Interessa-nos investigar como se expressam suas personagens, considerando a distinção entre as que falam em nome de um saber e as que esboçam algo de si – como são atualizadas suas dimensões virtuais, de que forma as documentaristas se relacionam com elas e como lidam com as situações de controle nas nem sempre previsíveis ações das personagens.

Bibliografia

    BERNARDET, Jean Claude. Cineastas e imagens do povo. São Paulo: Brasiliense, 1985.

    BEZERRA, Cláudio. A personagem no documentário de Eduardo Coutinho. Campinas, SP: Papirus, 2014.

    CAVALCANTE, Alcilene; HOLANDA, Karla. Feminino Plural: história, gênero e cinema. In: BRAGANÇA, Maurício de; TEDESCO, Marina (orgs). Corpos em projeção: gênero e sexualidade no cinema latino-americano. Rio de Janeiro, 7 Letras, 2013.

    DIDI-HUBERMAN, Georges. Invenção da histeria: Charcot e a iconografia fotográfica de Salpetriere. Rio de Janeiro: Contraponto, 2015.

    GOFFMAN, Erving. A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.

    HOLLANDA, Heloisa Buarque. Impressões de viagem: CPC, vanguarda e desbunde – 1960-1970. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2004.

    PIEDRAS, Pablo. El cine documental en primera persona. Buenos Aires: Paidós, 2014.

    REZENDE, Luis Augusto. Microfísica do documentário: ensaio sobre criação e ontologia do documentário. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2013.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.