Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.
Chamada de trabalhos – SOCINE 2017
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Nota da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual em defesa da UERJ
A diretoria da SOCINE expressa sua indignação e extrema preocupação com a situação que o governo do estado Rio de Janeiro vem impondo a uma das mais importantes universidades do país, a UERJ.
Especificamente em nossa área de atuação, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro tem contribuído de forma intensa e significativa desde muito antes de nossa criação, há 20 anos. As pesquisas na área de cinema e audiovisual realizadas nessa universidade são anualmente apresentadas em nossos encontros e representam o que de melhor se faz no país. Em 2016 foram 13 pesquisas diferentes apresentadas em apenas um encontro.
A situação que hoje é imposta a essa universidade, com especulações sobre privatizações, é contrária a tudo que é desejável para o desenvolvimento da pesquisa, da formação e do país como um todo.
Nos solidarizamos e nos colocamos à disposição na luta pelo ensino de qualidade e gratuito travado hoje pelos docentes, pesquisadores, técnicos-administrativos e estudantes da UERJ. Mais do que um ataque à uma universidade de um estado, trata-se de um ataque à democracia no país.
Diretoria da Socine
Cezar Migliorin
Alessandra Brandão
Roberta Veiga
Suzana Reck Miranda
Chamada para os anais de textos completos do XX Encontro SOCINE

Estamos preparando a publicação dos anais do XX Encontro SOCINE, este ano realizado de 18 a 21 de outubro na UTP, em Curitiba. Os resumos de todos os trabalhos aprovados serão incluídos nos anais digitais, publicados em nosso site. Já para publicação dos textos completos, convidamos a todos os participantes do encontro que enviem seus textos, de acordo com as normas de publicação, até as 23h59min do dia 4 de dezembro de 2016, exclusivamente para o e-mail anais@socine.org.br.
Esclarecemos que textos fora das normas não serão publicados e não haverá nova chamada para correção ou adequação e que apenas trabalhos efetivamente apresentados podem ser enviados.
Lembramos que o envio não é obrigatório, mas conta pontos no sistema CAPES, e não impossibilita a publicação do artigo em outros periódicos desde que sejam feitas alterações.
Todos os envios terão confirmação de recebimento. Caso não receba a confirmação, entre em contato com a secretaria através do e-mail socine@socine.org.br. Após o prazo final, não aceitaremos mais pedidos de inclusão de trabalho.
A publicação está prevista para fevereiro de 2017 e contará com número de registro (ISBN).
Socine – em defesa da Cinemateca Brasileira

Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini
Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero
Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer
Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.
A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.
O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.
A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.
Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.
Trabalhos Aprovados 2016
Ficha do Proponente
Proponente
- Leandro Rocha Saraiva (SESI-PR)
Minicurrículo
- Foi professor do Depto. de Imagem e Som da UFSCar (2006-2007), e Gerente de Conteúdos Colaborativos da TV Brasil (2008-2009).Foi editor da revista Sinopse e é editor de cultura da Retrato do Brasil (www.retratodobrasil.com.br). Publicou Manual de Roteiro (Conrad, 2004), foi roteirista da séries Cidade dos Homens e 9mm, e coordenador geral do projeto Ponto Brasil (Tv Brasil). É parecerista doFSA, coordenador de dramaturgia da produtora Acere e do Núcleo de Dramaturgia Audiovisual- SESI/PR.
Ficha do Trabalho
Título
- Trajetória no subdesenvolvimento: ponto de chegada ou eterno retorno?
Mesa
- Atualidades de Paulo Emílio
Resumo
- Que aspectos de do texto clássico de Paulo Emílio ajudam a iluminar as contradições do audiovisual nacional hoje? E quais estão ultrapassadas por fatos novos? A atual configuração do audiovisual, ampliada em seu escopo, no contexto da digitalização, e modificada em seus mecanismos, sob a regulação da Ancine, tem novas formas de relação entre os produtores independentes nacionais e os atuais distribuidores internacionais. Vivemos mais um ciclo ou este trajetória foi finalmente superada?
Resumo expandido
- Que aspectos de Cinema: Trajetória no subdesenvolvimento ajudam a iluminar as contradições do audiovisual nacional contemporâneo? E quais estão hoje ultrapassadas por fatos novos?
“O cinema é incapaz de encontrar dentro de si energias que lhe permitam escapar à condenação do subdesenvolvimento, mesmo quando uma conjuntura particularmente favorável suscita uma expansão na fabricação de filmes”.
Desde a Lei 12485, sob o comando da Ancine, o audiovisual vive uma dessas conjunturas favoráveis, com expressivo avanço na produção de longas, circuito exibidor, conteúdo nacional na tv, além de um avanço geral do acesso ao audiovisual no período (bilheteria, tv paga, banda larga e VOD) . Será que ainda somos subdesenvolvidos?
A trajetória traçada por Paulo Emílio , com sua famosa caracterização do caráter intermitente, por ciclos, de nosso cinema, vê em conjunto as expressões culturais e os entraves de mercado. Assim, o sucesso da Chanchada, por exemplo, aparece como síntese da cultura urbana em formação, reformulação das artes populares do espetáculo, via rádio, mas permanece trazendo “como seu publico, a marca do mais cruel subdesenvolvimento” – naquilo que António Cândido chamou de “consciência amena do atraso. Já no Cinema Novo, que buscou superar essa marca cruel, “a homogeneidade social entre os responsáveis pelos filmes e seu público, nunca foi quebrada”. Como observa Ismail Xavier, apontando a presença no texto da ideia de formação, “a natureza e posição peculiar do cinema na sociedade exigem uma capacidade de inclusão do “ocupado” ainda não alcançada. Para que o sistema chegue a termo são ncessários os tres lados do triângulo (autores, obras e público).
Paulo Emílio aponta o fundamento econômico destes entraves: o controle internacional da distribuição. E este vínculo de dependência estrutural, que condena o cinema nacional, atravanca seu desenvolvimento em diálogo com um público amplo e marca a produção, em suas formas variadas (como mostra o autor em sua resenha da diversas vertentes do cinema daquele momento) .
Hoje, distribuição de “conteúdo” é o nome de um jogo muito mais amplo e pesado. As teles, tentando fugir do o Condecine, que sustenta o FSA, declaram que conteúdo não é seu negócio – uma falácia, que tem como alvo o conteúdo independente nacional. E as programadoras da tv paga, em larga escala filiais de conglomerados internacionais, até ontem meras repetidoras, em resposta à cota de conteúdo nacional, vão criando, para os projetos de acesso ao FSA, sistemas de seleção e controle (em termos de perfil das produtoras e das formas narrativas – tendendo a um barateamento dos conteúdos que implica em repetição de fórmulas mais rasteiras da tv). Já no cinema, as distribuidoras, em sua maioria ainda internacionais, dominam o mercado com os filmes americanos, mas com um espectro bem ampliado de parcerias de produção de filmes nacionais, via artigo 3o A – numa situação semelhante a das programadoras estrangeiras, mas sem a obrigatoriedade de cota.
No conjunto, a produção independente, com raras exceções, não conquistou o público (ou públicos) brasileiro. E por isso vê a obra dos anos Ancine ameaçada.
Cabe a reposição dos argumentos de Paulo Emílio? A dicotomia ocupados x ocupantes ainda se observa, nas caraterísticas acima esboçadas?
A resposta vislumbrada é que, em parte sim, em parte, não. Por um lado, há um efetivo exercício de parcerias entre a produção nacional e os atuais poderes distributivos instalados (distribuidoras de cinema e programadoras de tv). Mas, por outro, esta relação se estabelece segundo critérios, comerciais e estéticos, muito restritivos, que repõem o vínculo de subordinação. Estes vínculos – numa nova versão da dialética ocupado e ocupante – incluem os produtores e criadores nacionais, que, nestas relações e nas obras audiovisuais criadas, reproduzem a sina subdesenvolvida, sem conseguir efetivar os laços com os públicos do país.
Bibliografia
- *CANDIDO, Antonio. Literatura e subdesenvolvimento. in A educação pela noite & outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989. p. 140-162:
*GOMES, Paulo Emílio Salles. Cinema: trajetória no subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.
*SCHWARZ, Roberto. “O nacional por subtração”, em Que horas são?. São Paulo, Companhia das Letras, 1987
*XAVIER, I. N. . O subdesenvolvimento como estigma e desafio: o cinema brasileiro e os impasses nacionais. In: Carlos Lessa. (Org.). Enciclopédia da Brasilidade: auto-estima em verde e amarelo. 1 ed. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2005, v. 1, p. 378-387.
*Informes e tabulações variadas na Ancine – http://www.ancine.gov.br/publicacoes
Trabalhos aprovados para o XX Encontro SOCINE – UTP – 2016
O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
- SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
- TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
