Ficha do Proponente

Proponente

    Tatiana Levin Lopes da Silva (UFBA)

Minicurrículo

    Pesquisa o webdocumentário como forma narrativa em seu doutorado pela UFBA, onde cursou mestrado. Jornalista graduada na PUC-RJ, especializou-se em realização cinematográfica na New York University (NYU). Desenvolveu documentário sobre a história do cinema angolano. Publicou artigos sobre o webdocumentário na Doc-Online, e com outros autores os livros Godard, Imagens e Memórias, Narrativas e Conflitos: Cultura, Mídia e Cinema, Ouvir o Documentário: vozes, música, ruídos.

Ficha do Trabalho

Título

    Analisando webdocumentários: navegação, interação, orientação

Resumo

    Nosso objetivo nesta comunicação é apresentar a análise de alguns webdocumentários, por meio da classificação do tipo de estrutura narrativa, modo de navegação e estratégias de orientação a nortear a experiência de acesso e sentido narrativo. Consideramos o webdocumentário como um tipo de documentário interativo produzido e consumido na web 2.0, que segue ainda os modos de interação hipertextual e participativo.

Resumo expandido

    O documentário trabalha sua narrativa utilizando constantemente de linguagens mediadoras como o uso do comentário ou de intertítulos a preencher falhas do seu potencial narrativo. Winston (2008) ao analisar alguns produtos conclui que o documentário permite diferentes enquadramentos narrativos com princípios organizadores diferenciados, tais como uso de elos de causalidade e associação de ideias ou mesmo de estruturas cronológicas. A narrativa nesse gênero portanto não surge da simples disposição de sequências ao acaso, há sempre um enquadramento interpretativo a guiar o espectador, mesmo que este seja eventualmente determinado por estruturas episódicas ou pelo dito mais do que pelo mostrado. Para este mesmo autor, tais preocupações formais não são diferentes com o uso de tecnologias interativas, mesmo nas narrativas ramificadas não-lineares existe algum princípio organizativo a viabilizar um engajamento comunicativo (WINSTON, 2012). Um dos guias mais funcionais no webdocumentário é a construção de uma interface específica para cada projeto no sentido de se tornar um dispositivo a facilitar a navegação por uma rede de documentos.
    O webdocumentário sendo ainda um documentário encontra-se numa transposição de um gênero conhecido para a web 2.0, uma nova mídia que tem como característica ser um ambiente participativo. Ao ser modificado pela componente interativa, essa espécie de documentário interativo pede novos métodos de análise a ultrapassar as conquistas teóricas construídas baseadas no documentário como um produto narrativo da ordem do fílmico. Este objeto agora hipermidiático (LANDOW, 2006) está baseado numa mídia onde o efeito de desmantelamento (RYAN, 2001) é uma condição que coloca como desafio a construção de estruturas narrativas. Tais estruturas devem considerar opções de escolha que eram da ordem da realização e que agora, apesar de ainda predeterminadas pelo autor do projeto, devem ser compartilhadas com um espectador que é um usuário e interator. Ele deve sentir que o computador responde a seus comandos de forma a lhe tornar um participante da experiência, ou seja, a lhe dar agenciamento, um prazer estético característico dos ambientes digitais. Este usuário pode ainda tornar-se um “prosumer” (GAUDENZI, 2014), um “consumer” produtor de conteúdo no contexto das mídias colaborativas. Vemos no entanto no cenário de webdocumentários essa participação do usuário como uma potencialidade, de forma que tem sido dado a ele um espaço de presença com uma “voz-como-participação social” mais do que como uma “voz-como-autoria” (NASH, 2014), está última sendo no âmbito da modificação da narrativa principal do produto.
    Portanto, seguindo Sandra Gaudenzi (2014), vemos o webdocumentário como um documentário interativo que segue os modos de interação dos I-docs hipertextuais e participativos, admitindo-se ainda a afirmação dessa autora de que ele “(…) não é uma evolução do documentário linear na era da mídia digital mas uma nova forma que usa a interatividade a posicionar o espectador dentro do I-doc, demandando dele um papel ativo na reconstrução, representação, e negociação dos fatos que ele retrata”. Marcos Palacios (2003), que também tem como objeto de análise um gênero de não-ficção que migrou para a web, considera uma armadilha tratar um objeto midiático comunicativo como algo fundamentalmente novo, trazendo assim como conclusão no seu artigo a existência majoritária de processos de continuidade em relação a práticas e modelos anteriores, de forma que sua hipótese é que a real ruptura está na falta de limite crono-espaciais no ambiente da web. George Landow (2006) fala da desorientação na navegação por uma narrativa hipermidiática e multissequencial como um problema ou efeito desejado. Nosso objetivo nesta comunicação é apresentar a análise de alguns webdocumentários por meio da classificação do tipo de estrutura narrativa, modo de navegação e estratégias de orientação a nortear a experiência de acesso e sentido narrativo

Bibliografia

    GAUDENZI, Sandra. The living documentary: from representing reality to co-creating reality in digital interactive documentary, 2013.
    GIFREU, Arnau. El documental interactivo como nuevo género audiovisual: estudio de la aparición del nuevo género, aproximación a su definición y propuesta de taxonomía y de un modelo de análisis a efectos de evaluación, diseño y producción. 2013.
    LANDOW, George P. Hypertext 3.0, 2006.
    NASH, Kate. What is interactivity for? The social dimension of web-documentary participation. In: Continuum: Journal of media & cultural studies, 2014.
    PALACIOS, Marcos. Ruptura, continuidade e potencialização no jornalismo online: o lugar da memória. In: Modelos do jornalismo digital, 2003.
    RYAN, Marie-Laure. Narrative as virtual reality, 2001.
    THERRIEN, Carl. Interface. In: The Jonhs Hopkins guide to digital media, 2014.
    WINSTON, Brian. Claiming the real II, 2008.
    ______. I-Docs, 2012. Disponível em: http://i-docs.org/2012/04/01/brian-winston-on-i-docs-2012/

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.