Ficha do Proponente

Proponente

    João Victor de Sousa Cavalcante (UFC)

Minicurrículo

    Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), e em Comunicação Social/Jornalismo, pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Atualmente, desenvolve pesquisa sobre as figurações da monstruosidade no cinema e na literatura.

Ficha do Trabalho

Título

    Imagem e transgressão: o monstro como limite em Freaks

Resumo

    O trabalho elabora questionamentos sobre as relações entre monstro, imagem e alteridade encontradas no filme Freaks (Tod Browning, 1932). A partir do conceito de transgressão de Georges Bataille, e em diálogo com autores do cinema e da antropologia, discutimos a imagem do corpo monstruoso como um elemento de intersecção sígnica, que desestabiliza a representação e põe em questão as fronteiras da identidade, em um processo de fabricação do outro, evidenciando o caráter limítrofe do sujeito.

Resumo expandido

    O convívio das culturas com a monstruosidade é marcado por uma ambígua relação de repulsa e fascínio: o monstro sobrevive justamente nessas brechas, no limiar entre medo e desejo. Colocar em cena o corpo monstruoso é conduzir o espectador para essas fissuras entre o que está oculto e o que salta ao olhar. Ao trazer para a tela corpos aberrantes, ou não normativos (tais como gêmeas siamesas, um homem sem braços e pernas, cujo corpo se resume ao torso, uma mulher barbada etc.), Freaks (Tod Browning, 1932) aciona elementos que perturbam a ordem das fronteiras distintivas, nos levando para uma zona limítrofe, na qual os corpos revelam intensa mobilidade sígnica.
    O filme nos mostra os bastidores de um circo itinerante em que as “aberrações”, ou “monstros”, como são chamados, convivem com pessoas sem deformidades aparentes. Tomando como ponto de partida o mobiliário singular do longa metragem, discutimos o corpo monstruoso como um elemento de intersecção sígnica, que desestabiliza a representação e põe em xeque noções pretensamente harmônicas de identidade. Nossa hipótese é que, na relação com o monstruoso, a subjetividade não se assenta no caráter estável e agregador da identidade, mas sim na relação transgressora e fragmentária da alteridade, em que o “outro” é sempre fabricado, configurando-se não apenas como limite, mas também como condição para o “eu”. Defendemos que tal relação se dá na ambiência da imagem, pois o contato com um corpo não normativo rompe com um princípio mimético/especular da identidade, evocando subjetividades limítrofes. Para Aristóteles, o monstro (teratos) é definido como aquele que não se parece com os pais, aquele a quem a natureza afastou de um tipo genérico (DAVIES, 2013). A imagem do monstro é, portanto, um gesto de transgressão que rompe com a tipificação das imagens do corpo ideal.
    Para Jean-Louis Comolli (2008), o cinema herda da magia a tarefa de conjurar e domesticar o desconhecido. Ao filmar corpos monstruosos, o filme de Tod Browning traz à superfície elementos ocultos, da ordem do estranho, do abjeto. Esses elementos entram em conflito com a ordenação binária estabelecida pela cultura e desagregam antinomias elementares tais como cultura e natureza, normal e patológico, homem e monstro. O que percebemos em Freaks é que o significado da monstruosidade desprega-se de seus significantes, acionando conflitos intersubjetivos e políticos dentro do pequeno universo do circo (universo itinerante, movediço, em que tanto o espaço quanto seus moradores são transitantes desenraizados). Tais conflitos nos revelam, também, outros aspectos assumidos pela monstruosidade, que reside não apenas nos corpos, ou nas divergências da linguagem, mas também operam como elementos morais, políticos e éticos.
    Michel Foucault (2013) define o monstro a partir da ideia de infração da ordem jurídico-biológica levada ao seu ponto máximo. Em sua forma e existência, ele viola as leis da sociedade e da natureza, uma vez que não há parâmetro legal nem esquema médico que sejam capazes de punir ou curar a monstruosidade. Esta desordem, como argumenta Bataille (2014), no entanto, é necessária e prevista dentro da dinâmica interna dos sistemas culturais. A transgressão que a monstruosidade implica, sugere fissuras, desarticulações e crises na cultura, que evidenciam o caráter limítrofe do sujeito.
    Partindo dessa perspectiva, e a partir da análise de sequências específicas do filme, buscamos entender as complexas relações entre monstro, imagem e alteridade. No trabalho, relacionamos tais questões com produções cinematográficas contemporâneas, nas quais essas discussões estão presentes, mas que já se anunciavam com muita potência no filme de 1932. Tomamos como âncora conceitual, além dos autores citados acima, o pensamento do filósofo espanhol Eugenio Trías, cuja discussão sobre o limite nos é fundamental, além de autores que se dedicam a pensar o tema da monstruosidade como José Gil, Jeffrey Cohen e Noël Carrol.

Bibliografia

    BATAILLE, Georges. O Erotismo. Belo Horizonte: Editora autêntica, 2014.
    _________________ . A Parte Maldita. Belo Horizonte: Editora autêntica, 2014.
    CARROL, Noël. A filosofia do horror ou Paradoxos do Coração. Campinas: Papirus, 1999.
    COHEN, Jeffrey Jerome (org). Monster Theory. University of Minnesota Press: Minneapolis, 1996.
    COMOLLI, Jean-Louis. Ver e Poder. Belo Horizonte: UFMG, 2008.
    DAVIES, Surekha. The Unlucky, the Bad and the Ugly: Categories of Monstrosity from the Renaissance to the Enlightenment. In: MITTMAN, Asa Simon & DENDLE, Peter (editors). The Ashgate Research Companion to Monsters and Monstrous. Burlington: Ashgate Publishing, 2012.
    FOUCAULT, Michel. Os Anormais. São Paulo: Martins Fontes 2013.
    GIL, José. Monstros. Lisboa: Relógio d’Água Editora, 2006.
    _______ . Metamorfoses do Corpo. Lisboa: Relógio d’Água Editora, 1997.
    TRÍAS, Eugenio. Los límites del mundo. Barcelona: Destino, 2000.
    ______________. Lo Bello e lo Siniestro. Barcelona: Debolsillo, 2006.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.