Ficha do Proponente

Proponente

    Erly Milton Vieira Junior (UFES)

Minicurrículo

    Erly Vieira Jr é Doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ (2012). É professor do Departamento de Comunicação Social da UFES desde 2008, onde é coordenador do grupo de pesquisa Comunicação, Imagem e Afeto. Também integra o corpo docente dos programas de pós-graduação em Artes (PPGA) e Comunicação e Territorialidades (POSCOM), da mesma instituição.

Ficha do Trabalho

Título

    Sensorialidades queer: câmera-corpo, háptico e produção de intimidade

Seminário

    Cinema Queer e Feminista

Resumo

    É possível falar de uma sensibilidade queer traduzida na própria materialidade da experiência fílmica? De que formas alguns filmes queer apropriam-se de estratégias sensórias (como a visualidade e a escuta hápticas) para engajar sensivelmente o espectador, através de uma câmera-corpo? Neles, estabelece-se um contrato espectatorial imersivo, com ênfase numa relação de intimidade com os corpos e objetos filmados, e com o próprio filme, concebido também como um corpo capaz de afetar e ser afetado.

Resumo expandido

    Um ponto comum entre os diversos estudos sobre a sensorialidade cinematográfica surgidos a partir do final dos anos 80, sejam os de matriz fenomenológica ou pós-estruturalista, está na concepção da experiência fílmica como um acontecimento que envolve a interação de corpos de três naturezas distintas: os filmados, o do espectador e o próprio filme, aqui concebido como um corpo capaz de afetar e ser afetado. Sobchack (2004) afirma que isso se dá pelo fato do cinema fazer uso de modos de existência corpóreos (visão, audição, mobilidade, produção de sensações físicas diversas), como veículo e substância de sua linguagem.
    Tais estudos também apontam uma série de estratégias que alguns filmes utilizam, de modo a envolver sensivelmente e engajar o espectador em experiências sensórias dissidentes, para além do cinema hegemônico. Entre elas, está a visualidade háptica (MARKS, 2000), por exemplo, buscam instaurar uma relação de intimidade que faça confundir as distâncias entre quem vê e o que é visto, evocando uma relação mais tátil com as superfícies filmadas, em que o “roçar” (to graze) torna-se tão importante quanto o “olhar” (to gaze). Ou, no caso da escuta háptica, gerar zonas de indistinção que nublem a percepção espacial do som, instaurando perspectivas sonoras diferenciadas, permitindo conceber um espaço sonoro de intimidade extrema – convidando-nos a uma partilha irrecusável com o corpo fílmico.
    Tais estratégias inscrevem, assim, essas experiências sensoriais diferenciadas na própria materialidade fílmica, ao ressignificarem elementos da linguagem audiovisual – permitindo-nos pensar a possibilidade de uma câmera-corpo, que potencialize afetivamente o encontro entre a tríplice natureza de corpos aqui mencionada. Observa-se, inclusive, um amplo uso desses procedimentos em diversas vertentes do cinema contemporâneo, tanto nos novos realismos cinematográficos surgidos a partir da década de 1990, quanto em propostas estéticas mais radicais, como o jogo entre a monocromia da tela azul e o rico desenho sonoro que permitem-nos partilhar algo da experiência corporal vivida por Derek Jarman, sob os fortíssimos efeitos colaterais do AZT e outras drogas, em seu Blue (1993) – um dos muitos trabalhos do queer cinema a experimentar a dimensão háptica no envolvimento sensório do espectador.
    A recorrência dessas estratégias na filmografia queer nos faz indagar quais as formas pelas quais pode se inscrever uma sensibilidade queer contemporânea dentro da própria materialidade fílmica. Num cinema em que o corpo sempre foi das questões primeiras (seja identitária, seja fenomenologicamente), como a adoção da câmera-corpo e a produção de intimidade decorrente do uso do háptico potencializam a experiência espectatorial? Que possibilidades de engajamento decorrem disso? Que dado(s) novo(s) o olhar queer apresenta, quando aliado a essas sensorialidades diferenciadas? Se uma perspectiva fenomenológica permite, segundo Barker (2008), aproximar espectador e filme, a partir de uma corporalidade reciprocamente compartilhada, e, se para Lindner (2012), os corpos queer experimentam relações táteis, musculares e cinestésicas de modos diferentes dos demais, como o cinema traduz tais experiências? Penso aqui, por exemplo, na relação sensual entre câmera, espectador e corpos filmados em expansão, em filmes como Go Fish (Rose Troche, 1994), O fantasma (João Pedro Rodrigues, 2000) e Madame Satã (Karim Aïnouz, 2002); na curiosidade com que o corpo do outro passa a ser vasculhado eroticamente, em Na sua companhia (Marcelo Caetano, 2011), ou mesmo a redescoberta do próprio corpo, em busca das marcas visíveis e táteis da soropositividade, em Noites felinas (Cyril Collard, 1992) ou em trechos das imagens de arquivo usadas no documentário How to survive a plague (David Niven, 2012); ou ainda na potencialização sensória dos registros em primeira pessoa, como Girl Power (Sadie Benning, 1993) e Tarnation (Jonathan Caouette, 2003), além do já citado Blue (Jarman, 1993).

Bibliografia

    BARKER, Jennifer. The Tactile Eye: Touch and the cinematic experience. Berkeley: University of California, 2009
    LINDNER, Katharina. “Questions of embodied difference: Film and queer phenomenology”. In: NECSUS European Journal of Media Studies, 2, Autumn 2012. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2012
    MARKS, Laura. The Skin of Film. Londres/Durham: Duke University Press, 2000
    ________. Touch: Sensuous theory and multisensory media. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1993
    MURARI, Lucas e NAGIME, Mateus. New Queer Cinema: Cinema, sexualidade e política. Rio de Janeiro: Caixa Cultural, 2015
    QUINLIVAN, Davina. “On how queer cinema might feel”. In Music, Sound and the moving Image, vol. 9, n.1, Spring/2015. Liverpool University press: 2015
    SOBCHACK, Vivian. Carnal Thoughts: Embodiment and Moving Image Culture. Berkeley: University of California Press, 2004
    VIEIRA JR, Erly. “Texturas sonoras de um mundo em imersão”. In: Sonoridade Cinema. Rio de janeiro: Caixa Cultural, 2015

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.