Ficha do Proponente

Proponente

    Aristóteles de Paula Berino (UFRRJ)

Minicurrículo

    Doutor em Educação (UFF). Professor do Curso de Pedagogia do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ e do Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares – PPGEduc/UFRRJ. Organizador do GRPESQ Estudos Culturais em Educação e Arte. Entre outras publicações, no campo da cultura visual e do audiovisual, organizou a coletânea Ensino e Pedagogia da Imagem (EDUR, 2013).

Ficha do Trabalho

Título

    Convergências e dissonâncias: a educação brasileira na tela do cinema

Seminário

    Cinema e educação

Resumo

    O cinema brasileiro nunca se interessou muito pela produção de filmes que discutissem o tema da educação. No entanto, nos últimos anos alguns filmes foram feitos abordando a questão. Este trabalho examina três documentários nacionais que dialogam com a educação brasileira: Pro Dia Nascer Feliz, Carregadoras de Sonhos e Últimas Conversas. O pretendido é discutir os elementos dessa convergência mais recente e analisar seus sentidos e suas contribuições para o debate educacional no país.

Resumo expandido

    Filmes que abordam, de alguma maneira, questões referidas à educação escolar em suas tramas, desde o cotidiano, às vivências até o poder, fazem parte da história do cinema. Uma vista do cinema brasileiro surpreende pelo escasso interesse pelo tema. No entanto, mais recentemente, algumas produções para o cinema, entre obras de ficção e documentários, passaram a tratar da educação também, enfrentando tantas questões que fazem parte hoje dos seus desafios na sociedade brasileira. De outro lado, o interesse muitas vezes desconfiado, reticente, da educação pelo cinema parece ceder em favor de uma maior aproximação. Portanto, podemos dizer que há uma convergência atual entre o cinema e a educação, uma confluência que é pedagógica, cultural e política. O pretendido com a apresentação deste trabalho é discutir aspectos e elementos dessa convergência através das dissonâncias que esse cinema sobre a educação produz, analisando seus sentidos e suas contribuições para o debate sobre os rumos da escola, sobretudo aquela frequentada pelas classes populares no país. Para essa discussão, vamos selecionar três documentários como material analítico: 1) Pro Dia Nascer Feliz (2006), filme de João Jardim, 2) Carregadoras de Sonhos (2010), filme de Deivison Fiúza, 3) Últimas Conversas (2014), filme de Eduardo Coutinho. Três obras que propiciam, com suas atuações, histórias e narrativas, uma visão da educação brasileira a partir do cinema. Uma visão dissonante, é possível dizer, uma vez que ao conversar com educandos e educadores, esses filmes já interpelam práticas conservadoras da educação brasileira, caracterizada pelo silenciamento desses personagens escolares, como tantas vezes observou Paulo Freire. Dissonante ainda porque são abordagens mais questionadoras do que entusiasmadas e otimistas da educação brasileira. São filmes que presentificam crianças, jovens, professores e professoras, em realidades adversas e pouco prometedoras para a educação pública. Importante observar que, como obras autorais, são inquietações e pretensões personificadas que constroem cada filme, resultando em modos de ver estética e eticamente bem distintos. Constituem um olhar diverso e penetrante, tecendo uma imagem complexa e significativa dos problemas que cercam a vida nas escolas e as políticas educacionais. Assim, o cinema junta-se às “vozes da educação”, ou seja, participa como uma interlocução válida no debate educacional no país. Trata-se de um reconhecimento necessário pela possibilidade do cinema em contribuir de forma singular e enriquecedora para as análises e críticas necessárias à futuridade da escola como instituição relevante para o destino social das classes populares. Singularidade em razão da sua especificidade como expressão artística e intelectual. Não se trata de uma produção escrita, mas visual. Considerar o cinema nas discussões sobre o campo educacional é levar em conta as visualidades (e sonoridades) como superfície para a tessitura de saberes e conhecimentos. Portanto, a recepção do audiovisual exige outras considerações a repeito da forma de comunicação e diálogo com essa audiência. Os praticantes das conversas com o cinema precisam mover-se das suas experiências comuns à comunidade, sobretudo, escrita e oral, em que se situam na Ciência. A cultura visual também pensa a educação. Com o interesse do cinema pela “crítica social e educacional”, novas vozes se fazem ver e ouvir no campo educacional. Para os que trabalham com educação, é preciso abrir-se ao diálogo com esse “cinema da educação”, que diferente das antigas concepções de um cinema prescritivo que cooperasse com a “educação nacional”, mostra-se dissonante em relação ao poder.

Bibliografia

    AUMONT, Jacques; MARIE, Michel. A análise do filme. Lisboa: edições Texto & Grafia, 2009.
    BAZIN, André. O realismo impossível. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.
    COHN, Sergio (org). Cinema: ensaios fundamentais. Rio de Janeiro: Azougue, 2010.
    EDUCAÇÃO & REALIDADE. Porto Alegre. v. 33. n. 1 p. 1-238, jan/jun. 2008. Dossiê Cinema e educação.
    FREIRE, Paulo; GUIMARÃES, Sérgio. Educar com a mídia. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
    FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 44ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
    DUARTE, Rosália. Cinema e educação. 2ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
    LABAKI, Amir (org). A verdade de cada um. São Paulo: Cosac Naify, 2015.
    LABAKI, Amir. Introdução ao documentário brasileiro. São Paulo: Francis, 2006.
    OHATA, Milton (org). Eduardo Coutinho. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
    RANCIÉRE, Jacques. O espectador emancipado. São Paulo: Martisn Fontes, 2013.
    XAVIER, Ismail (org). A experiência do cinema: antologia. Rio de Janeiro: Graal/Embrafilme, 1983.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.