Ficha do Proponente

Proponente

    Luiz Vadico (UAM)

Minicurrículo

    Prof. Dr. Luiz Vadico – Historiador e Escritor – graduado em História/IFCH – UNICAMP – Doutor em Multimeios/IA – UNICAMP. Prof. Titular do PPG em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi, SP. Participa do Grupo Religião e Sagrado no Cinema e no Audiovisual. Autor de O Campo do Filme Religioso. Cinema, Religião e Sociedade. Pesquisas: Hagiografia Fílmica. Porque a vida de um santo não é uma cinebiografia; e O Especial Efeito do Efeito Especial. A representação de hierofanias no cinema.

Ficha do Trabalho

Título

    Chico Xavier, o filme. Um santo do nosso tempo.

Mesa

    Exemplaridade e Devoção nos Filmes Hagiográficos

Resumo

    Analisaremos o filme Chico Xavier, de Daniel Filho (2010), verificando como o médium é retratado, defendendo a idéia de que não é uma cinebiografia como anunciado, mas uma hagiografia fílmica (filme de vida de santo). E, neste sentido está localizado entre outras produções espíritas no Campo do Filme Religioso (VADICO, 2015). Mesmo o Espiritismo não admitindo santos, pretendemos responder à questão relativa a cinebiografia de personagens religiosos, elas obedecem os parâmetros da hagiografia?

Resumo expandido

    O médium Francisco Cândido Xavier, ou simplesmente Chico Xavier, foi uma das figuras religiosas mais importantes e influentes no Brasil do século XX. Representante máximo do Espiritismo no país, seu trabalho – através de centenas de livros psicografados – foi fundamental para a sua consolidação e divulgação. O Espiritismo, originado na França, em 1857, com a obra O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, teve aqui bom acolhimento.
    O discurso oficial espírita caminha em direção parecida ao de Kardec, mas suas práticas absorveram traços da cultura local. Kardec batia-se por uma espécie de laicismo científico/filosófico/religioso, uma filosofia baseada na ciência da comunicação entre vivos e mortos. Por aqui, devido ao trabalho de Bezerra de Menezes (sec. XIX), e de Chico Xavier (sec. XX), o aspecto científico foi negligenciado, e se enfatizou o lado fenomênico e religioso adaptado ao cristianismo.
    Indicado ao Nobel da Paz, tendo psicografado mais de 400 livros, a maioria publicados pela Federação Espírita Brasileira (FEB), Chico Xavier, após uma existência simples e pobre, como funcionário de uma repartição pública, deixou um grande legado espiritual para o país e para o mundo. Suas obras traduzidas circulam por vários países, tornando-o um dos responsáveis pela reintrodução do Espiritismo na França. Respeitado por todas as confissões religiosas, na tarefa de intermediário entre os encarnados e os desencarnados transcendeu as fronteiras da sua religião. Durante décadas caravanas de peregrinos seguiam até as cidades de Pedro Leopoldo e depois Uberaba (MG), desejosos de notícias dos parentes mortos ou apenas para conhece-lo.
    Chamou atenção pela primeira vez com o livro de poemas psicografados Parnaso de Além Túmulo (1935), e foi catapultado para os noticiários nacionais a partir do Caso Humberto de Campos (1944), no qual a família do escritor processava o médium pelos direitos autorais. Os espíritas perderam a causa, mas isso garantiu notoriedade ao médium.
    Nesta comunicação analisaremos o filme Chico Xavier, de Daniel Filho (2010). Verificaremos como o médium é retratado, defendendo a idéia de que não se trata de uma cinebiografia como anunciado, e nem de um melodrama, mas de uma hagiografia fílmica (filme de vida de santo). E, neste sentido está localizado entre outras produções espíritas no Campo do Filme Religioso (VADICO, 2015). Essa questão se impõe pois não se trata de uma simples personalidade da América Latina, mas de um homem religioso, que se destacou pela exemplificação constante da Doutrina Espírita.
    A produção possui duas linhas narrativas entrecruzadas, a estória da vida de Chico Xavier e o processo de realização do programa televisivo Pinga Fogo, do qual ele participou em 1974, na extinta TV Tupi, a maior do país no período. A partir das falas do entrevistado surgem elaborados flashbacks constituindo sua estória passada.
    Na construção da forma do filme desde a primeira imagem da abertura somos avisados que veremos “fatos escolhidos”, numa busca de isenção: A história de um homem não cabe num filme. Não há como dar o devido peso a cada ano vivido, nem como incluir cada evento e cada pessoa que fizeram parte de uma vida inteira. O que se pode é ser fiel aos acontecimentos e à essência da sua trajetória.
    Enquanto acompanhamos no filme o programa de TV, a partir da sala de direção e edição, somos lembrados que edição é isso: construir um discurso com as imagens, um discurso com um sentido (GARDIÉS, 2008, p. 35). Assume-se para o espectador que é um filme e não a realidade, ainda que buscando respeitar a sua “essência”. Isto, evidentemente, escamoteia a representação final gerada.

Bibliografia

    CERINOTTI, Angela. Santos e e Beatos de ontem de hoje. São Paulo: Ed. Globo, 2004.
    CORBINS, Alain (org.). História do Cristianismo. Para compreender melhor nosso tempo. São Paulo: WMF/Martins Fontes, 2010.
    CÁNEPA, Laura. Notas para pensar a onda dos filmes espíritas no Brasil in: Rumores, Brasil, v. 7, n. 13, p. 46-64, Jul. 2013. ISSN 1982-677X. Disponível em: . Acesso em: 14 Set. 2015
    GARDIÉS, René. Compreender o Cinema e as Imagens. Lisboa: Texto & Graphia, 2008.
    KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Araras: IDE, 1991. 73ª. Ed.
    VADICO, Luiz. O Campo do Filme Religioso. Cinema, religião e sociedade. Jundiaí: Paco Editorial, 2015.
    VADICO, Luiz. “O Processo de Sacralização do Filme: o produto e o evento”. In: Revista Fronteiras – Estudos Midiáticos. Vol. 13 no. 1 – Janeiro/Abril de 2011. São Leopoldo, Unisinos, 2011.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.