Ficha do Proponente

Proponente

    Ana Maria Acker (UFRGS / ULBRA)

Minicurrículo

    Ana Maria Acker é professora do curso de Jornalismo da Universidade Luterana do Brasil – ULBRA, campus Canoas, doutoranda em Comunicação e Informação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e mestre pelo mesmo programa de pós-graduação. É jornalista e especialista em Cinema pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos.

Ficha do Trabalho

Título

    Ambiências das imagens técnicas nos filmes de horror found footage

Resumo

    A proposta discute processos teóricos e metodológicos da tese O dipositivo do olhar no cinema de horror found footage, que está em finalização. Entre os objetivos, a pesquisa cruza concepções acerca da experiência estética, imagem técnica e ambiência, em uma perspectiva do conceito de Stimmung, de Hans Ulrich Gumbrecht (2014). O realismo dessas obras tangencia uma ontologia pós-fotográfica (ELSAESSER, 2015), na qual percepções espaciais, de tempo, do mundo e seus objetos são ainda mais difusas.

Resumo expandido

    A proposta discute processos teóricos e metodológicos da tese O dipositivo do olhar no cinema de horror found footage, desenvolvida no PPGCOM da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. A pesquisa, em finalização, problematiza filmes contemporâneos do gênero, sendo um dos questionamentos o cruzamento entre experiência estética, tecnologia e ambiência pela perspectiva do conceito de Stimmung, de Hans Ulrich Gumbrecht (2014). O realismo dessas obras tangencia uma ontologia pós-fotográfica (ELSAESSER, 2015), na qual percepções espaciais, de tempo, do mundo e seus objetos são ainda mais difusas. Todavia, a composição do dispositivo do olhar é ancestral aos artefatos técnicos contemporâneos.
    A trajetória de uma pesquisa também se faz por meio da narrativa dos caminhos de investigação – os que avançaram e aqueles que foram transformados após inferências teóricas e empíricas. A ideia de contar a produção, portanto, tenciona uma reflexão acerca das metodologias usadas para estudo do audiovisual. Desse modo, recorro às apresentações realizadas na Socine durante o doutorado e as divido em três eixos: o real do dispositivo (2013), mapeamento do objeto empírico (2014) e o aparato técnico nas experiências estéticas (2015). A quarta, em 2016, é resultado do entrelaçando das anteriores e aborda um aspecto do dispositivo do olhar: imagem técnica como constituidora de ambiências.
    Em 2013, a ideia de dispositivo era instável, confundindo-se entre os objetos técnicos e o contexto que agencia a experiência do cinema. A perspectiva tecnicista de abordagem dos filmes pouco avançou na investigação do fenômeno found footage. Assim, no ano seguinte, foi necessária a visualização do corpus de mais de 50 obras para que o dispositivo do olhar fosse pensado não apenas pelo viés técnico.
    No contato com os materiais, foi possível delinear recorrências, que posteriormente se ampliaram para a formação de categorias de análise: câmera diegética subjetiva e imagem imperfeita como elemento de realismo. Houve o entendimento de que o dispositivo é formado por uma rede de relações de poder (FOUCAULT, 1988), cuja tecnologia é um dos elementos.
    Os modos como o dispositivo do olhar se apresenta são múltiplos muito mais nas especificidades da imagem do que nas estruturas narrativas. Desta forma, há uma relação estreita entre características imagéticas e possíveis experiências estéticas (GUMBRECHT, 2010), o que me levou a pensar os filmes por interface de computador no evento de 2015. A tela estática torna-se um vetor das ameaças do desconhecido.
    Depois de considerações ao trabalho, as categorias delineadas organizam-se da seguinte forma: câmera subjetiva diegética, imagem técnica como constituidora e ambiências e câmera fria (sem a intervenção do olho humano). Nesta proposta, discuto a segunda categoria a partir do conceito de Stimmung abordado por Gumbrecht (2014) para a problematização de experiências estéticas em diferentes manifestações, tais como a música e a literatura. A palavra alemã não possui tradução, entretanto pode ser pensada em outros idiomas como uma espécie de atmosfera, ambiência que “incluem a dimensão física dos fenômenos; inequivocamente, as suas formas de articulação pertencem à esfera da experiência estética. Pertencem […] àquela parte da existência relacionada com a presença, e as suas articulações valem como formas de experiência estética” (GUMBRECHT, 2014, p. 16).
    Ao relacionar esses conceitos a um filme do corpus, podemos perceber que manipulações de imagem provocam ambiências diversas e presentificam o passado (GUMBRECHT, 2010) de algumas visualidades de artefatos técnicos que praticamente não existem mais. É o caso da exploração do vídeo em Atividade paranormal 5 – A Dimensão fantasma (2015), de Gregory Plotkin. Pelo uso da câmera antiga, os membros da família sentem algo de estranho na casa – a imagem videográfica estabelece uma atmosfera que reitera o elemento de horror na obra para além do 3D.

Bibliografia

    AGAMBEN, Giorgio. O que é um dispositivo? Outra travessia, n. 5, Florianópolis, segundo semestre de 2005. p. 9 – 16.
    ELSAESSER. Thomas. Cinema Mundial: Realismo, evidência, presença. In: MELLO, Cecília (org.). Realismo fantasmagórico. São Paulo: Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária – USP, 2015. p. 37 – 60.

    FOUCAULT, Michel. A História da sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1988.

    ______. A Arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.

    GUMBRECHT, Hans Ulrich. Produção de presença: o que o sentido não consegue transmitir. Rio de Janeiro: Contraponto, PUC-Rio, 2010.

    ______. Atmosfera, ambiência, Stimmung: sobre um potencial oculto da literature. Rio de Janeiro: Contraponto: Editora PUC Rio, 2014.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.