Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2016.

 

Carta aberta ao Ministério da Educação e Ministério da Cultura

 

Assunto: Base Nacional Comum Curricular

 

 

A SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) tem acompanhado os esforços de construção da Base Nacional Comum Curricular. Nosso comentário aqui irá se ater à especificidade de nossa área e sua relação com as propostas apresentadas na BNCC.

Dentro do texto preliminar do BNCC o componente curricular ARTE parte de uma grande área chamada linguagens. Dentro desta área as artes foram divididas em quatro grandes eixos: “artes visuais, dança, teatro e música”, conforme as licenciaturas específicas em arte, desconsiderando a Licenciatura em Cinema e Audiovisual (Resolução do CNE n. 10, de 27 de junho de 2006) e excluindo completamente o cinema como uma arte específica.

Foi essa subdivisão que nos trouxe uma primeira preocupação. Junto à todos esses subcomponentes da área de artes nos parece fundamental que esteja também o cinema. Esta atenção e necessidade não existe apenas porque trabalhamos e pesquisamos cinema e estamos atentos aos seus destinos, mas porque o cinema está intensamente presente na escola e na sociedade e, no momento da construção de uma base nacional para o currículo do ensino infantil, médio e fundamental as questões, contribuições e potencias do cinema na escola não podem ser excluídos.

Diversos componentes curriculares lançam mão de filmes de ficção, seriados, documentários para abordarem temas transversais e específicos de diferentes naturezas. O debate teórico que investigamos apontam para uma necessária vivência no âmbito escolar dos dispositivos cinematográficos desde a tenra idade seja para desenvolver a imaginação na Educação Infantil, na elaboração de cenários para o faz de conta, seja para a construção de identidade pessoal e cultural, seja pela singularidade da experiência sensível que o cinema possibilita.

Vale notar alguns fatos que sustentam nossa preocupação. Primeiramente o cinema é hoje obrigatório na escola. Graças à lei 13006/14, há uma obrigação de exibição de pelo menos duas horas de filmes brasileiros nas escolas. Esta lei, em vias de regulamentação, também exigirá que espaços físicos e materiais sejam garantidos nas escolas para sua efetivação, além da necessidade de uma real inclusão do cinema nas questões que tocam o currículo como um todo, transcendendo mesmo as linguagens específicas. Além de oferecer uma ampla versatilidade de conteúdo, a leitura de filmes e a própria produção audiovisual – inclusive com dispositivos móveis de comunicação – permite a professores e estudantes olhar para a realidade para descobri-la e inventá-la – gestos essenciais na produção de conhecimento.

Como bem é lembrado na proposta de BNC, “a formação em Arte acontece em licenciaturas específicas (artes visuais, dança, teatro e música)”, pois, também em licenciaturas de cinema. Embora talvez se presuma que “artes visuais” inclua de algum modo ao cinema, ele tem uma especificidade na formação do professor. Desde 2012 a Universidade Federal Fluminense possui uma licenciatura em cinema e a mobilização de outras universidade no mesmo caminho é evidente. Devemos ainda atentar à intensa contribuição que diversos programas de pós-graduação vêm dando às relações entre cinema e educação, algo que se evidência nos próprios encontros da sociedade que representamos, onde a cada ano temos diversos trabalhos e comunicações dedicados às relações do cinema com a educação.

Além da materialidade legal, de formação e de pesquisa que evidencia a íntima relação entre o cinema e a escola, a Rede Kino: Rede Latinoamericana de Educação, Cinema e Audiovisual, formada por professores e pesquisadores que trabalham na interface entre cinema e educação, vem mapeando projetos e iniciativas que se dedicam à essa interface, desde 2008. Projetos que acontecem em todo o país e que mobilizam centenas de escolas. Por fim, sabemos que o cinema é amplamente presente nas escolas por conta da contribuição que ele traz em tantas áreas, conteúdos e debates, da matemática às ciências, passando pelas histórias, geografias e humanidades em geral. Por todos esses motivos, pela intensa força pedagógica do cinema na escola, nos preocupa que no momento de construção de uma Base Curricular tão pouca atenção tenho sido dada ao cinema.

No nosso entender, a BNC deveria incluir um eixo Cinema e Audiovisual dentro do componente curricular artes, só assim garantiremos uma formação consistente em uma área decisiva da cultura contemporânea, além de uma experiência e uma habilidade em uma dimensão central das linguagens no mundo atual.

 

Atenciosamente

 

 

Cezar Migliorin

Presidente da SOCINE

Televisão: Formas Audiovisuais de Ficção e de Documentário – Volume I – 2011
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Este livro é uma co-edição da Socine, resultado das atividades desenvolvidas no seminário temático Televisão: Formas Audiovisuais de Ficção e Documentário, do XIV Encontro Internacional da SOCINE realizado na Universidade Federal de Pernambuco em outubro de 2010.

Televisão: Formas Audiovisuais de Ficção e de Documentário – Volume IV – 2015
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A organização deste livro é resultante do encontro realizado pelo Seminário Temático Televisão: Formas Audiovisuais de Ficção e de Documentário, durante o XVIII Encontro Internacional da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE), na UNIFOR- Universidade de Fortaleza nos dias 7 a 10 de outubro de 2014.

As discussões promovidas no seminário geraram a necessidade de darmos a conhecer a riqueza de ideias e pontos de vista que foram compartilhados durante o encontro. Este é o quarto volume da coleção, que teve início em 2011 e tem se mostrado de suma relevância na construção do campo dos estudos televisivos no Brasil.

Diretoria

  • José Gatti (UFSCar) – Presidente
  • Consuelo Lins (UFRJ) – Vice-Presidente
  • Afrânio Mendes Catani (USP) – Tesoureiro
  • Maurício Reinaldo Gonçalves (Anhembi-Morumbi) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Andrea França (PUC-RJ)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Esther Hamburguer (USP)
  • Fernando MAscarello (Unisinos)
  • Henri Gervaiseau (USP)
  • Marcius Freire (Unicamp)
  • Mauro Baptista (Anhembi- Morumbi)
  • Paulo Menezes (USP)
  • Renato Luiz Pucci Jr. (Universidade Tuiuti do Paraná)
  • Rosana de Lima Soares (USP)
  • Rubens Machado Jr. (USP)
  • Sheila Schvarzman (Anhembi- Morumbi)
  • Tunico Amâncio (UFF)
  • Wilton Garcia (Anhembi- Morumbi)

Discentes:

  • Cézar Migliorin (UFRJ)
  • Laura Cánepa (Unicamp)

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figerôa (Unicap)
  • Anelise Corseuil (UFSC)
  • Denilson Lopes (UnB)
  • Ismail Xavier (USP)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Maria Dora Mourão (USP)

Diretoria

  • Denilson Lopes (UFRJ) – Presidente
  • Andréa França (PUC-RJ) – Vice-Presidente
  • Paulo Menezes (USP) – Tesoureiro
  • Rosana de Lima Soares (USP) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Afrânio Mendes Catani (USP)
  • Alexandre Figueirôa (UNICAP)
  • André Piero Gatti (UAM–FAAP)
  • Bernadette Lyra (UAM)
  • Eduardo V. Morettin (USP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Ivana Bentes (UFRJ)
  • João Guilherme Barone Reis e Silva (PUCRS)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Luiz Claudio da Costa (UERJ)
  • Luciana Corrêa de Araújo (UFSCar)
  • Maria Dora G. Mourão (USP)
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves (UNISO)
  • Miguel Serpa Pereira (PUC-RJ)
  • Rogério Ferraraz (UAM)
  • Gustavo Souza (USP)
  • Reinaldo Cardenuto (UAM–FAAP)

 

Comitê Científico

  • Anelise Reich Corseuil (UFSC)
  • Angela Prysthon (UFPE)
  • Ismail Xavier (USP)
  • Marcius Friere (UNICAMP)
  • Mariarosaria Fabris (USP)

Diretoria

  • Maria Dora Genis Mourão (ECA USP) – Presidente
  • Anelise Corseuil (UFSC) – Vice-Presidente
  • Paulo Menezes (FFLCH USP) – Tesoureiro
  • Mariana Baltar (UFF) – Secretária acadêmica
  • Paula Paschoalick – Secretária e webmaster

 

Conselho Deliberativo

  • Adalberto Muller – UFF
  • Afrânio Catani – USP
  • Alexandre Figueiroa – UNICAP
  • André Gatti – UAM
  • Andrea França – PUCRJ
  • Ângela Prysthon – UFPE
  • Cezar Migliorin – UFF
  • Eduardo Morettin – USP
  • Fernando Mascarello – UNISINOS
  • Laura Canepa – UAM
  • Mahomed Bamba – UFBA
  • Rogério Ferraraz – UAM
  • Rubens Machado Jr – USP
  • Samuel Paiva – UFSCar
  • Tunico Amâncio – UFF

 

Discentes

  • Ilana Feldman – USP
  • Marcel Vieira – UFF

 

Comitê Científico

  • Bernardette Lyra – Anhembi-Morumbi
  • Consuelo Lins – UFRJ
  • José Gatti – UFSCar
  • João Guilherme Barone – PUC RS
  • João Luiz Vieira – UFF
  • Miguel Pereira – PUC RJ

Diretoria

  • Afrânio Mendes Catani – Presidente
  • Antonio Carlos Amancio da Silva – Vice-Presidente
  • Alessandra Soares Brandão – Secretária Acadêmica
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves – Tesoureiro

 

Conselho Deliberativo

  • Erick Felinto – UERJ
  • Esther Hamburger – USP
  • Fabio Uchoa – UFSCar
  • Gilberto Alexandre Sobrinho – Unicamp
  • Luíza Beatriz Melo Alvim – UNIRIO
  • Marcel Vieira Barreto Silva – UFPB
  • Luiz Augusto Rezende Filho – UFRJ
  • Mariana Baltar – UFF
  • Gustavo Souza – UFSCar
  • Rodrigo Octávio D’Azevedo Carreiro – UFPE
  • Patricia Rebello – UERJ
  • Rafael de Luna Freire – UFF
  • Ramayana Lira de Souza – UNISUL

 

Discentes

  • Marina Costa – UFSCar
  • Jamer de Mello – UFRGS

 

Conselho fiscal

  • Paulo Menezes – USP
  • Rogerio Ferraraz – UAM
  • Rubens Machado Jr – USP

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figueirôa – UFPE
  • César Guimarães – UFMG
  • Genilda Azeredo – UFPB
  • Maria Dora Mourão – USP
  • Miguel Pereira – PUC-Rio
  • Sheila Schvarzman – UAM

Esclarecemos que o tema do Encontro é indicativo mas não exclusivo para proposição de trabalhos e/ou mesas temáticas.

O recadastramento dos sócios e o pagamento da anuidade são pré-condições para o envio de propostas.

As propostas de trabalhos para uma das quatro modalidades do encontro – comunicações individuais, mesas pré-constituídas, painéis ou seminários temáticos – deverão ser submetidas eletronicamente pelo site da SOCINE.

Lembramos que NÃO SERÃO ACEITAS inscrições enviadas por email, apenas aquelas submetidas através do site.

 

Sessões pré-constituídas

Os participantes podem escolher entre os dois formatos abaixo. 1. Mesa temática – devem conter 3 participantes que apresentarão individualmente uma comunicação (20 minutos cada), ou 2. Formato Livre – ao invés de uma mesa com 3 apresentações de 20 minutos, é possível realizar performances artísticas (apresentação de uma obra de arte ou experimentação audiovisual, compreendidas portanto como formas de conhecimento/pesquisa), entrevistas ao vivo, discussão crítica sobre trabalhos em progresso, relatos de experiência ou outras formas de divulgação do conhecimento e debate sobre problemas relativos aos Estudos de Cinema e Audiovisual que não se apresentem no formato de Comunicação Oral tradicionalmente presente em eventos científicos. O tempo máximo para todas as apresentações é de 60 min. Esse limite de tempo deve ser cuidadosamente observado para oportunizar o debate após as apresentações. A pessoa que coordena a sessão será responsável pela gestão do tempo.   A sessão deve ser constituída por, no mínimo, um doutor. Os outros dois membros, caso sejam acadêmicos, devem estar, no mínimo, cursando o Mestrado, e caso sejam profissionais da área (realizadores, artistas ou técnicos), não precisam comprovar titulação mínima, mas precisam submeter um portfólio comprovando sua atuação profissional de pelo menos três anos anteriores à submissão da proposta. Todos os membros devem estar devidamente associados à SOCINE.   As propostas de Sessões Pré-Constituídas devem conter: Título da sessão (até 100 caracteres), resumo da sessão (até 500 caracteres), descrição do formato das apresentações (formato mesa ou formato livre, caso formato livre descrição objetiva deste formato – 1000 caracteres), estrutura necessária (500 caracteres), justificativa para o formato (2000 caracteres), bibliografia (1000 caracteres), contribuições/proposta de cada membro da sessão (título 100 caracteres para cada e resumo expandido de até 4000 caracteres com espaço cada), mini-currículo (500 caracteres).

Proposta individual

 Propostas de mestres, doutorandos e/ou doutores contendo título (até 100 caracteres), resumo expandido (de até 4000 caracteres com espaço), resumo (500 caracteres), bibliografia (1000 caracteres) e mini-currículo (500 caracteres).

As apresentações orais podem ter até 20 minutos cada.

Eixo Temático

 Propostas individuais submetidas a cada um dos 5 eixos temáticos vigentes. Nesta modalidade, podem submeter propostas Doutorandos, Mestrandos e Graduandos e recém graduados que tenham realizado até o ano anterior ou estejam realizando pesquisa de Iniciação Científica, sob orientação de associados da Socine. As apresentações orais podem ter até 15 minutos cada.

A proposta em Eixo Temático deve conter: título (até 100 caracteres), resumo expandido (de até 4000 caracteres com espaço), resumo (500 caracteres), bibliografia (1000 caracteres) e mini-currículo (500 caracteres)

OBS – No caso de graduandos ou recém graduados, o orientador deve ser associado a Socine, com sua anuidade em dia. Nesse caso, o graduando/graduado se inscreve no sistema da Socine e o orientador deve se vincular à inscrição na própria área de associado. A inscrição do graduado/graduando só será considerada se o orientador associado realizar a vinculação.

OBS 2 – ⁠Graduados e graduandos não aprovados não podem ser deslocados para nenhuma outra modalidade. ⁠Doutorandos e mestres que se inscreverem em Ets, quando o trabalho for aprovado no mérito, mas não acolhido no Eixo Temático, será deslocado para Comunicação Individual.

Seminário Temático

Seminários Temáticos: As propostas de mestrandos, mestres, doutorandos e/ou doutores para apresentações individuais em Seminários Temáticos devem ser feitas indicando diretamente o seminário escolhido e conter: título (até 100 caracteres), resumo expandido (de até 4000 caracteres com espaço), resumo (500 caracteres), bibliografia (1000 caracteres) e mini-currículo (500 caracteres). Os resumos dos Seminários Temáticos em vigor encontram-se disponíveis no site da SOCINE. As apresentações orais podem ter até 20 minutos cada.

Importante: trabalhos não arrolados nas sessões dos Seminários Temáticos (que estão limitados a 18 trabalhos no total) serão redistribuídos para avaliação por dois pareceristas, de acordo com a titulação do proponente, para as outras modalidades do encontro: mestrandos serão avaliados para Eixos Temáticos e mestres, doutorandos e doutores serão avaliados para sessões de Comunicações Individuais.

Diretoria

  • Maria Dora Genis Mourão – Presidente
  • Anelise Reich Corseuil – Vice-Presidente
  • Alessandra Soares Brandão – Secretária
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves – Tesoureiro

Conselho Deliberativo

  • Adalberto Müller
  • André Guimarães Brasil
  • Andréa França
  • Consuelo da Luz Lins
  • João Guilherme Barone
  • Josette Maria Alves de Souza Monzani
  • Laura Loguercio Cánepa
  • Lisandro Nogueira
  • Luiz Antonio Mousinho Magalhães
  • Mariana Baltar Freire
  • Ramayana Lira de Sousa
  • Rodrigo Octávio D’Azevedo Carreiro
  • Rosana de Lima Soares
  • Rubens Luis Ribeiro Machado Júnior
  • Sheila Schvarzman

Discentes

  • André Keiji Kunigami
  • Ilana Feldman Marzochi

Suplentes Discentes

  • Reinaldo Cardenuto Filho
  • Gabriela Machado Ramos de Almeida
  • Pablo Gonçalo Pires de Campos Martins

Conselho fiscal (em ordem alfabética)

  • Afrânio Mendes Catani
  • Antonio Carlos (Tunico) Amancio da Silva
  • Paulo Menezes

Comitê Científico

  • Ângela Prysthon – UFPE
  • Bernardette Lyra – Anhembi-Morumbi
  • César Guimarães – UFMG
  • José Gatti – UTP/UFSC/SENAC
  • João Luiz Vieira – UFF
  • Miguel Pereira – PUC RJ