Trabalhos aprovados 2026

Ficha do Proponente

Proponente

    Dayane de Souza Noleto (UEG)

Minicurrículo

    Dayane Noleto, 21 anos, graduanda em Cinema e Audiovisual (UEG). Iniciou sua trajetória em 2024 no curso de Direção de Arte (UFG). Atua em produções profissionais e universitárias como diretora de arte, fotógrafa, produtora e still. Realizou gestão de mídia na XV Mostra de Teatro Gustav Ritter e cobertura de eventos. Integrou a produção dos festivais Morce-go Vermelho e Lanterna Mágica. Atualmente é monitora do LUMINAV (Laboratório Universitário de Memória Audiovisual).

Ficha do Trabalho

Título

    Preservação e Catalogação de Mídias Magnéticas Obsoletas: Um estudo sobre a Memória Audiovisual de

Eixo Temático

    ET 4 – HISTÓRIA E POLÍTICA NO CINEMA E AUDIOVISUAL DAS AMÉRICAS LATINAS E DOS BRASIS

Resumo

    O plano visa a higienização técnica, conservação preventiva e catalogação de mídias magnéticas obsoletas do acervo do LUMINAV. O foco recai sobre as fitas da produtora Cara Vídeo (anos 2000) e do curso de Cinema da UEG, visando o resgate da memória audiovisual goiana. A metodologia aplica protocolos técnicos adquiridos na Cinemateca Brasileira, unindo diagnóstico físico e análise de conteúdo. O resultado culminará em um relatório técnico para futura produção científica.

Resumo expandido

    Este plano de trabalho, intitulado “Preservação e Catalogação de Mídias Magnéticas Obsoletas: Um estudo sobre a Memória Audiovisual de Goiás”, propõe a salvaguarda de acervos fundamentais para a história regional. O objetivo central é realizar a higienização técnica e conservação preventiva de fitas magnéticas obsoletas do acervo do LUMINAV, especificamente os materiais da produtora Cara Vídeo e do curso de Cinema e Audiovisual da UEG. A iniciativa justifica-se pela urgência em evitar a perda definitiva de registros que compõem a memória audiovisual de Goiás, garantindo que a história da cinematografia local não seja apagada pela degradação física dos suportes. Além da conservação, o plano foca na catalogação e descrição de conteúdos que contribuam para o resgate da identidade cultural goiana.

    No acervo da Cara Vídeo, a relevância reside no valor histórico de arquivos que documentam eventos culturais e sociais da década de 2000, como o FICA (Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental). Já no acervo da UEG, o foco volta-se para a preservação da memória acadêmica, identificando e organizando as primeiras montagens e exercícios de linguagem dos estudantes. Esses materiais documentam a evolução do ensino de cinema em Goiás e os primeiros passos de realizadores locais. A execução fundamenta-se em metodologias consolidadas em 2025, integrando a experiência de monitoria no LUMINAV a capacitações externas, como oficinas com especialistas e imersões técnicas no setor de Documentação e Pesquisa da Cinemateca Brasileira.

    Metodologicamente, o plano divide-se em duas frentes complementares executadas no LUMINAV. A frente prática aplica protocolos de higienização e catalogação adquiridos durante a monitoria e na Cinemateca Brasileira, focando no tratamento técnico das mídias obsoletas. O processo envolve a higienização de estojos e fitas com o uso de álcool isopropílico, álcool 70 e panos de microfibra, realizados obrigatoriamente com o uso de EPIs como máscaras e luvas. Paralelamente, a frente técnica e teórica consiste na revisão bibliográfica sobre preservação audiovisual e na elaboração de um relatório técnico que registre os procedimentos realizados e os resultados alcançados.

    Os resultados esperados compreendem a análise física para detecção de patologias, como mofo e oxidação, e a intervenção direta para estabilização dos suportes. O aluno participará da catalogação seletiva e atualização do inventário técnico, assegurando a descrição de metadados e decupagem para otimizar a salvaguarda patrimonial. Este ciclo de trabalho, planejado para doze meses, inicia-se com o levantamento de mídias e segue para o tratamento técnico e diagnóstico. O processo culminará na redação de um relatório detalhado sobre o que foi descoberto e preservado, servindo de base para a futura redação de um artigo acadêmico sobre a experiência de preservação regional e a aplicação de protocolos técnicos no contexto universitário.

Bibliografia

    BRASIL. MinC. Manual de referência de condições técnicas e infraestrutura para arquivos audiovisuais brasileiros. Brasília: MinC, 2023.
    BUTRUCE, D. L. V. A restauração de filmes no Brasil e a tecnologia digital. Tese (Doutorado) – USP, São Paulo, 2020.
    COELHO, M. F. C. A experiência brasileira na conservação de acervos audiovisuais. Mnemocine, São Paulo, 2017.
    DIAS, S. D. Iniciação à técnica de conservação e restauro: fundamentos teóricos. Curitiba: [s.n.], 2020.
    MALZONE, L. A restauração da cor do cinema silencioso no Brasil. São Paulo: Cinemateca Brasileira, 2024.
    OUZA, C. R. R. A Cinemateca Brasileira e a preservação de filmes no Brasil. Tese (Doutorado) – USP, São Paulo, 2009.
    VAN BOGART, J. W. C. Armazenamento e manuseio de fitas magnéticas. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1996.