Ficha do Proponente
Proponente
- Anne Gabrielle Nunes de Andrade (UFS)
Minicurrículo
- Anne Gabrielle Nunes de Andrade é graduanda em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal de Sergipe. Ingressou em 2025 no programa PIBIC da UFS como bolsista voluntária.
Ficha do Trabalho
Título
- Mapeamento da atuação profissional de egressos da UFS do curso de cinema e audiovisual no mercado.
Eixo Temático
- ET 4 – HISTÓRIA E POLÍTICA NO CINEMA E AUDIOVISUAL DAS AMÉRICAS LATINAS E DOS BRASIS
Resumo
- Está pesquisa é desenvolvida através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC -UFS) em articulação com o OA UFS. Ela tem por objetivo mapear o perfil de proponentes contemplados pelos editais da Lei Paulo Gustavo no estado de Sergipe no ano de 2023, em que as variáveis principais serão gênero, raça, território/região de atuação, função e projetos desenvolvidos. Assim, apresento uma síntese do trabalho do Observatório e do processo da pesquisa que está em andamento.
Resumo expandido
- A presente pesquisa é desenvolvida através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC -UFS), no qual sou bolsista voluntária, e faz parte dos estudos e pesquisas realizadas no âmbito do Observatório Audiovisual da UFS (OA UFS). É importante destacar que o Observatório Audiovisual da UFS foi criado com o objetivo de difundir e analisar o mercado audiovisual sergipano, além de mapear e visibilizar a atuação profissional dos(as) egressos(as) do curso de cinema e audiovisual da Universidade Federal de Sergipe.
Nesse contexto, num primeiro momento, a pesquisa inicial realizada no ano de 2024 pelo Observatório buscou levantar quais os gêneros e formatos audiovisuais produzidos e coletar indicadores de raça, gênero e território dos profissionais de audiovisual que foram contemplados pela Lei Aldir Blanc estadual e em Aracaju em 2020.
Sob essa ótica, o atual trabalho avança nas investigações e busca mapear o perfil dos(as) proponentes contemplados(as) pelos editais da Lei Paulo Gustavo, desenvolvidos pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (FUNCAP), Fundação Cultural Cidade de Aracaju (FUNCAJU) e pelos municípios de Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros, em 2023. Para alcançar tal objetivo, seguimos a mesma metodologia da pesquisa inicial do Observatório, que contempla a organização e a sistematização dos dados, através das informações disponibilizadas pelos Mapas Culturais do estado de Sergipe. Na etapa seguinte, foi criado e enviado um formulário com questionários estruturados tanto para os(as) profissionais selecionados(as) nos referidos editais quanto para os(as) egressos(as) do curso de Cinema e Audiovisual da UFS, que buscam conhecer o perfil dos(as) e o campo de atuação dos(as) profissionais.
Essa metodologia nos permite ter acesso a dados como funções exercidas e tipos de formatos e gêneros cinematográficos trabalhados, destacando tanto o perfil de egressos(as) e atuais alunos(as) do curso de Cinema e Audiovisual da UFS como de profissionais que atuam no estado, mas que não passaram pelo departamento de Comunicação Social da respectiva Universidade. Portanto, será concebível visibilizar possíveis desigualdades de raça, território e gênero na distribuição desses recursos e das funções. Além disso, os resultados serão comparados aos resultados da pesquisa já citada do Observatório Audiovisual UFS referente à Lei Aldir Blanc. Para esta apresentação, o foco principal é o perfil dos(as) egressos(as) do curso, com foco nos dados relacionados ao gênero, à raça, ao território/região e às funções desenvolvidas.
Para isso, a revisão bibliográfica como um dos procedimentos metodológicos da pesquisa permitiu o aprofundamento de conhecimentos sobre diversidade, gênero e raça. Os primeiros ensaios publicados por Beatriz Nascimento (2021), por exemplo, sobre intelectualidade, relações raciais e de gênero, ampliam o conhecimento sobre a história das pessoas negras no Brasil e sobre as relações sociais envolvendo a questão racial. Ademais, o artigo “Mulheres e negros na produção brasileira audiovisual”, do autor Bruno Casalotti (2020), que analisa dados referentes a atuação de mulheres e negros na produção cinematográfica e de Televisão no Brasil, aponta que os profissionais estão dispostos de forma desigual, concluindo em sua pesquisa que isso ocorre em razão de sua raça e gênero.
Sendo assim, o trabalho do Observatório, bem como a presente proposta de trabalho, visa contribuir para o desenvolvimento sociopolítico, cultural e econômico do estado de Sergipe, destacando a importância do audiovisual e suas potencialidades.
Bibliografia
- CASALOTTI, Bruno. Mulheres e negros na produção brasileira de audiovisual: anotações empíricas pela abordagem da sociologia do trabalho. RELACult – Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade, V. 06, nº 02, mai-ago., 2020, artigo nº 1959.
OA-UFS – Observatório Audiovisual da UFS. Setor Audiovisual em Sergipe: Mapeamento de agentes a partir da aplicação de recursos da Lei Aldir Blanc em editais para o setor audiovisual da Funcap e da Funcaju. Sergipe, 2024.
RATTS, Alex. (org.). Uma história feita por mãos negras: Beatriz Nascimento. Ed. Zahar, 2021.