27/10 – Terça-feira – 19h

Enigmas da direção de arte: Um filme sem diretor de arte possui uma direção de arte?

Elizabeth Motta Jacob

A Direção de Arte é exercida há muito tempo no cinema brasileiro, no entanto, sua historiografia é constantemente atualizada. Neste encontro entre os pesquisadores Elizabeth Jacob (UFRJ) e Benedito Ferreira (UERJ) se discutirá as origens da função no Brasil, sua especificidade e diálogos com outras cinematografias. Durante muito tempo profissionais assinaram como cenógrafos e figurinistas em um mesmo filme. O crédito como diretor de arte vai aparecer mais tarde. Nos interessa debater os limites das atribuições que nos permitem considerar trabalhos não creditados como de direção de arte, o momento em que tal função passa a ser desta forma nomeada e as implicações no campo profissional a partir do momento em que se passou a abordar no Brasil a direção de arte como campo fundamental para a estruturação da visualidade fílmica. A presente proposta resulta de iniciativa individual mas dialoga com outras ações no âmbito do recém-formado ST Estética e Teoria da direção de arte audiovisual.

Link da Live: https://youtu.be/7Ou7zCkL3HI

 

28/10 – Quarta-feira – 19h

Labirintos do Excesso

Mariana Baltar / Erly Vieira Jr / Erica Sarmet

Excesso é um conceito dúbio e no senso comum se confunde com exagero, o que, de acordo com a moral da assepsia burguesa, deve ser contido e drenado. Esta live pretende pensar sobre o excesso para além do exagero, como estratégia estética fundamental para analisar a experiência fílmica. Inscrevendo-se no e através do corpo, ele funciona tanto como elemento disruptivo quanto de adesão, mobilizando o espectador com base numa lógica de reiteração/ saturação que ambivalentemente serviram, na história do audiovisual, a discursos moralizantes mas também a forças desestabilizadoras desse mesmo discurso.  Ao endereçar-se ao sensório e sentimental de seu público, o excesso convida a um engajamento afetivo cada vez mais desejado pelo espectador que habita o contemporâneo, marcado pela centralidade das sensações e do corpo e pela moral do espetáculo. Pensar sobre o excesso, propor-se a refletir sobre suas materializações no corpo fílmico e convocações no corpo espectador é entrar um labirinto.

Link da Live: https://youtu.be/mqx8-AV9m3s

 

29/10 – Quinta-feira – 19h

Enigmas da direção de arte: Pode a direção de arte gritar?

Iomana Rocha / Benedito Ferreira / André Antônio / Tavinho Teixeira

A proposta é uma conversa com os realizadores André Antônio e Tavinho Teixeira, envolvendo o projeto de arte dos filmes “A seita” (André Antônio, 2015) e “Sol Alegria” (Tavinho Teixeira, 2018). Ligados a uma produção brasileira que se destaca pela inovação estética, estes filmes constroem sentido por meio de elementos visuais que se configuram como potentes alegorias. Destaca-se na construção dos espaços a presença de elementos marcados por certa “artesanalização” imagética,  adentrando a esfera da estética do artifício. Diante disso, enfocando aspectos que seriam próprios da direção de arte (objetos, cores, figurinos, adereços, etc) busca-se, nesta conversa, observar como se deu a concepção das ideias e referências para a direção de arte, problematizando a função expressiva e catártica dos espaços cênicos e a utilização de elementos visuais simples, naturalistas, “gambiarrísticos”, com forte poder alegórico e simbólico.

Link da Live: https://youtu.be/SsdYTPiQ7m4

 

30/10 – Sexta-feira – 19h

Enigmas da direção de arte: Direção de arte é coisa de mulher?

Tainá Xavier / Maíra Mesquita

“Partindo da pergunta “Direção de Arte é coisa de mulher?” a pesquisadora Tainá Xavier irá dialogar com a diretora de arte Maíra Mesquita sobre os atravessamentos deste campo de criação por questões de gênero, tanto no exercício da prática profissional, enquanto mulher responsável pela cocriação da imagem, quanto nos processos de construção de representações implicados na criação dos universos diegéticos das obras em que atua. O trabalho de Maíra em Boi Neon (Gabriel Mascaro, 2015), Corpo Elétrico (Marcelo Caetano, 2015), dentre outros, dá forma a personagens e espaços que tencionam códigos preestabelecidos de lugares fixos para homens e mulheres na sociedade, ao mesmo tempo em que apresenta a direção de arte como espaço de invenção e contribuição ativa com a estética e significação dos projetos em que atua. A presente proposta resulta de iniciativa individual mas dialoga com outras ações no âmbito do recém formado ST Estética e Teoria da direção de arte audiovisual.

Link da Live: https://youtu.be/O2J-Zy2L1ws

 

31/10 – Sábado – 17h

Inventários [queer] para mundos impossíveis

 Tenda Cuir

O inventário é uma fabulação metodológica através da qual procuramos investigar a relação entre audiovisual e desejos dissidentes. Não se trata apenas de inventariar imagens prontas, mas de reagrupar essas imagens como parte de uma intervenção no mundo tal qual nos foi dado a ver/viver, a partir de uma mobilização de desejos latentes que nos levou a um deslocamento de olhar/sentir. O gesto é de uma possível (ou impossível) poética da falha que se inscreve na fabulação de um inventário queer (sapatão, bicha, não-binárie, afeminado, masculina, butch, fancha, boiola…) audiovisual: a interrupção da narrativa, a aparição repentina do defeito (sexo-estético-político), a falha que se instaura na superfície do filme como algo produzido por um terremoto, um abalo sísmico entre o corpo de quem olha/sente e o corpo do filme/audiovisual. Diante das im/possibilidades gestadas pela pandemia, Inventários para Mundos Impossíveis ocorrerá de forma plural, multitelas, espalhado, em curto-circuito; sobreposições de telas e imagens, de gestos, falas e silêncios; um anti-filme, pós-vídeo, um sonho.

 

Link da Live: https://youtu.be/LcW0dDPDGoc

Programação da semana – 27/10-31/10

Category: Notícias
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