13/10 – Terça-feira – 19h

O Masculino e o Feminino no Noir

Luiza Lusvarghi / Fernando Mascarello

O objetivo desta live é oferecer uma reflexão sobre as representações de masculino e feminino no Noir, o multifacetado ciclo de filmes estadunidenses de começo dos anos 1940 a meados dos anos 1950, e em sua retomada, igualmente heterogênea, no Neonoir internacional contemporâneo. Habitualmente, o protagonista das narrativas noir clássicas é masculino, em crise com o patriarcalismo e com o sistema social, enquanto sua coprotagonista personifica para muitos pesquisadores a femme fatale, que surge como representação metafórica da mulher moderna. Será debatida a contemporaneidade do Noir no que diz respeito a gênero e sexualidade, incluindo as suas diversas e contraditórias modulações ideológicas no Neonoir.

Link da live: https://youtu.be/v-g4f-akCWU

 

14/10 – Quarta-feira – 19h

Cinema testemunhal, cineastas sobreviventes e o diferendo   

Raquel Valadares de Campos / Andressa Caires

Uma conversa sobre cinema e trauma, com base nos filmes e na experiência de vida de Lúcia Murat e Rithy Panh. Trauma catástrofe são conceitos marcados pelo diferendo (LYOTARD, 1988) – aquilo que não se deixa inscrever, aquilo impossível de provar e de apresentar, sinalizado pelo silêncio, pelo não enunciável, pelo não inteligível e pela ausência de referentes. Testemunhar, porém, é esse esforço dos sobreviventes em encontrar “uma palavra por mais defectível ou disjunta que seja em comparação com o real vivido […] e contar apesar de tudo o que é impossível contar totalmente” (DIDI-HUBERMAN, 2012), inscrevendo as invisíveis marcas da violência e performando a identidade de vítima e de sobrevivente. Destarte há prerrogativas e implicações próprias a um cinema realizado por cineastas sobreviventes, tais como Murat e Panh, cujas filmografias são indissociáveis da experiência da prisão e tortura vivida pela brasileira, e dos campos de matança, vivida pelo cambojano.

Link da live: https://youtu.be/choyPAcnt4M

 

16/10 – Sexta-feira – 19h

Bacurau: a emergência de uma nova política     

Vladimir Lacerda Santafé

“Bacurau”, filme singular de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, instaura uma nova percepção da política no cinema e no cenário atual das tramas sociais brasileiras. Não só pelo “uso” de atores e personagens que retratam nosso “Brasil profundo”, a marca e a cara que expressa a pluralidade étnica e racial do nosso povo, e também de suas contradições e divisões hierárquicas, o racismo estrutural baseado em nosso passado escravagista, como no desnudamento do genocídio praticado pelas elites nacionais durante toda a nossa história, e agora, com o governo Bolsonaro e a pandemia, em sua afirmação trágica. O filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, no entanto, também nos aponta “saídas”, linhas de fuga, novos modos de vida emergentes das subjetividades assoladas pela miséria e pelo medo, a multidão dos pobres que define uma nova política, uma nova percepção do mundo.

Link da live: https://youtu.be/iwLfzqUI1xg

Programação da semana (13/10-16/10)

Category: Notícias
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